Epopéia Ijuhy

A Epopeia Ijuhy, surgiu em 2013, como mais uma forma de aproximar o público das histórias do nosso município. A atração se tornou agregada  a Fenadi e aborda, através de uma dimensão histórica, a imigração e o movimento étnico de Ijuí. A apresentação de documentários tem como complemento a atuação cênica que deu mais vivacidade as apresentações de fragmentos históricos do nosso município que são mostrados aos visitantes da ExpoIjuí Fenadi.

Confira abaixo mais sobre cada edição do espetáculo Epopéia Ijuhy. 

A primeira edição do documentário recebeu o nome "Epopeia Ijuhy - A Saga dos Pioneiros que formaram a Terra das Culturas Diversificadas", teve a direção geral de Francisco Miron Roloff, produção e edição de Alexandre Menezes e a realização da Ijuhy Filmes, com a duração de 58 minutos teve como base mais de 40 horas de gravações e cerca de 180 horas de produção e edição. 

A Epopeia Ijuhy 2013 retratou a chegada da primeira leva de imigrantes na Colônia Ijuhy, em 1890, nos carroções de boi, pela picada, quando aqui só havia mato, e também a divisão de terras feita pela Comissão de Terras aqui já instalada. A ênfase foi dada a angústia, insegurança, a saudade da pátria deixada para trás pelos imigrantes, mas ao mesmo tempo a esperança em uma nova vida. Foram aqui recebidos pelos caboclos e pelo Intendente Augusto Pestana.

O longa metragem, somado a parte teatral, conta com depoimentos comoventes, revestidos de nostalgias e saudades e retrata as faces das mais diversas etnias que deixaram suas Pátrias em busca do sonho de uma nova terra, onde pudessem prosperar e manterem-se unidos. Ijuhy foi a Primeira Colônia da República no Rio Grande do Sul e é considerada Colônia Multiétnica Pioneira no Brasil. Nos primeiros anos de colonização (1890 a 1912) Ijuí recebeu aproximadamente descendentes de 20 etnias. Hoje, passados mais de 120 anos desta saga, o Município acolhe descendentes de mais de 30 etnias. Imigrantes, Filhos, Netos e Bisnetos contaram suas histórias e descreveram com veracidade as emoções, as dificuldades e, principalmente, a coragem dos seus antepassados, refletidas nesta obra. Uma viagem ao passado em um tempo que jamais o esqueceu.

Equipe da Epopeya 2013 

Coordenação Geral: Francisco Miron Roloff
Diretor Geral: Maria Alice Sides
Diretor de Cena: Fábio Mateus Novello

Personagens

Maria Alice Sides - Cabocla
Fábio Mateus Novello – Augusto Pestana
Maria Salete Cassol Eickhoff – Imigrante recém-chegada
Janira Lurdes Darui Lopes – Imigrante recém chegada
Dalva Ghisleni Favarin – Imigrante recém- chegada
Marilei Fátima Smarsla Czyzeski - Imigrante recém-chegada 
Luan Christian da Silva – Guia de comboio
Jeferson Wildner de Oliveira – Guia de comboio

Galerias de fotos


A Epopeia Ijuhy 2014 retratou a Colônia Ijuhy, em 1911. As famílias de imigrantes chegadas em 1890 já estão produzindo e devidamente instaladas. A Colônia Ijuhy prosperou com a chegada da Estrada de Ferro, inaugurada em 19 de outubro de 1911. Novos imigrantes continuavam a chegar, agora de trem. Em pleno funcionamento os moinhos, carpintarias, olarias, alambiques. Destacou também a importância da fé na vida dos imigrantes aqui instalados, através da construção de igreja, bem como a importante presença do Padre Antônio Cuber. A colônia organizava-se para a emancipação política que aconteceria em 1912. 

Neste período retratado o intendente da colônia era ainda o engenheiro Augusto Pestana.

Equipe da Epopeya 2014

Coordenação Geral: Francisco Miron Roloff
Direção Geral: Maria Alice Sides
Diretor de Cena: Fabio Mateus Novello

Personagens

Fabio Mateus Novello - Intendente Augusto Pestana
Maria Alice Sides - Cabocla
Maria Salete Cassol Eickhoff – Imigrante já estabelecida
Janira Lurdes Darui Lopes – Imigrante já estabelecida
Dalva Ghisleni Favarin – Imigrante recém-chegada
Luan Christian da Silva – Jornaleiro
Dener Alves Pereira – Agente da Estação Férrea
Dionatan Silveira Gonçalves– Bilheteiro da Estação Férrea
Deise Veriato Gomes – Imigrante recém-chegada
Alex Soares da Rosa – Imigrante recém-chegado
Douglas de Oliveira Quevedo – Proprietário do Moinho
Rafael Freitag Radke – Operário do Moinho
Antonio Mailon da Silva Ferreira – Filho da Cabocla
Marcelo de Jesus dos Santos – Padre Antônio Cuber
Kewen Adão Paz Rebello – Operário da Carpintaria
Ezequiel Marques da Rosa – Oleiro
Mateus Gabriel Fialho Zuchetto – Carpinteiro

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A Epopeia Ijuhy 2015 retratou Ijuhy já emancipado, em 1915. Era administrador Antônio Soares de Barros, o Coronel Dico, que governava com mãos de ferro. Amado por uns por outros odiado. A intendência já estava instalada. A Casa Dico de propriedade do Coronel, administrada por sua esposa Dona Lucília e os filhos, era a casa comercial forte da região, pois era nela que tudo se encontrava. Abordou também a presença administrativa e política do Intendente, Coronel Dico, após a emancipação. A instalação da Milícia Municipal que mantinha a ordem e segurança do município. Na época ainda chegavam imigrantes, mas em menor número.

A história de 100 anos atrás, deixou um legado de extrema importância para o nosso município. Além do trabalho cênico que retratou a chegada dosimigrantes que fugiam da guerra, a Epopéia mostrou a evolução da ciddae, em que se destacavam os moinhos, olarias, serrarias e a Intendência Municipal.

A história retratou os 125 anos de colonização de Ijuí e recebeu, na parte teatral, mais de 5500 espectadores e, o documentário, teve 60 exibições para mais de 3300 pessoas.

Equipe Epopeya 2015

Coordenação Geral: Francisco Miron Roloff
Direção Geral e de Cena: Maria Alice Sides

Personagens

Elias Ricardo Borré da Silva – Coronel Dico
Maria Alice Sides - Cabocla
Maria Salete Cassol Eickhoff – Imigrante recém chegada
Janira Lurdes Darui Lopes – Imigrante já estabelecida
Dalva Ghisleni Favarin – Imigrante já estabelecida
Luan Christian da Silva – Fotógrafo
Douglas de Oliveira Quevedo – Proprietário Moinho
Antonio Mailon da Silva Ferreira – Luiz Amaro- Segurança do Coronel Dico
Ezequiel Marques da Rosa – Segurança do Coronel Dico
Rosete Trevisol – Dona Lucília, esposa do Coronel Dico
Douglas Fischer – Agente da Estação Férrea
Rodrigo Bronzatti- Bilheteiro da Estação Férrea
Osvaldo Sprandel – Imigrante recém chegado
Hugo Lourenzon – Carpinteiro
Jabes Massoco- Oleiro

Galerias de fotos


Neste ano, a Epopéia Ijuhy teve uma mudança na sua forma de atuação. Saindo do espaço da "Estação Ijuhy" e indo para as ruas do Parque de Exposições, a equipe trouxe uma nova abordagem, baseada em esquetes teatrais, apresentava um descendente de imigrante envolto em suas memórias, por meio da poesia, ludicidade e o folclore.

O personagem, ao ler uma carta de jornal, passava a relembrar as estórias contadas pelo seu pai, trazendo à tona, lembranças dos primeiros períodos de imigração e a construção da Colônia Ijuhy.

O formato diferenciado teve o propósito de levar aos visitantes da feira um pouco da história de nossa cidadem através de formas surpreendentes, que chamassem a atenção de quem andava pelas ruas do Parque. Foram utilizados elementos como um palco móvel, representando os antigos caravanas teatrais de rua, e um grande baú, contendo elementos representativos de cada uma das onze etnias e da Associação Tradicionalista Querência Gaúcha.

O espaço da "Estação Ijuhy - O Trem da História" abrigou ainda cenários, objetos e peças de roupas e acessórios antigos para que os visitantes pudessem registrar sua visita com fotos de época, como os imigrantes.

Já a sala de cinema Darci Padro da Rosa, uma nova edição do documentário da Epopéia foi lançada. O documentário, buscou destacar o trabalho das etnias mostrando como a cultura e o legado dos antepassados se encontram enraizados na população até hoje. Ele também é rico em detalhes que mostram o trabalho dos 30 anos de Movimento Étnico de Ijuí,destacando a união e a importância da herança cultural.

A Epopéia Ijuhy teve como tema "a Terra das Culturas Diversificadas" sendo uma das atrações especiais em comemoração aos 30 anos da Festa Nacional das Culturas Diversificadas.